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06/08/2016

Primeira atleta refugiada a competir pelos Jogos Rio2016 vive na Alemanha

A nadadora síria Yusra Mardini integra a inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados. A estudante participou  na semana passada da primeira eliminatória dos 100m borboleta nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e foi a primeira atleta refugiada a competir na atual edição das Olimpíadas. Hoje, dia 10, a atleta de 18 anos volta à piscina na prova dos 100m nado livre.

Yusra vive desde setembro de 2015 em Berlim, onde treina no Wasserfreunden Spandau 04. No período 2012-2015, a Alemanha ofereceu auxílios no valor de 1,4 bilhão de euros para as vítimas da guerra da Síria e foi o terceiro maior doador do mundo. Em fevereiro de 2016, a chanceler Angela Merkel anunciou um apoio adicional de 2,3 bilhões de euros para os anos de 2016 a 2018.

Berlim, na Alemanha, é a cidade onde as irmãs Yusra e Sarah vivem atualmente.

Para o Comitê Olímpico Alemão, Yusra é um “exemplo de integração através do esporte“. A imprensa brasileira se interessou pela  biografia da menina que fugiu da Síria em um bote inflável e salvou várias vidas antes de chegar à Alemanha. Para a revista Época, Yusra virou “xodó do público” que estiveram semana passada no Parque Olímpico. Já a publicação Veja destaca a bravura da atleta e relembra a fuga dela com a irmã Sarah durante três horas em mar aberto.

Quem preferir treinar o alemão, o semanário Die Zeit, uma das mais renomadas publicações da Alemanha, publicou uma matéria muito ampla sobre a Yusra, com o excelente título “O Talento que salva a tua vida“.

 

Wir drücken Dir die Daumen, liebe Yusra!*

*Estamos cruzando os dedos por você, querida Yusra!