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06/06/2016

Povo hospitaleiro e experiências únicas

“O Brasil é um país onde se tem de tudo um pouco: a beleza e a riqueza das paisagens naturais, a diversidade cultural e também a receptividade do povo brasileiro. Eu não só quero experimentar a vida brasileira, mas também quero vivê-la”. Essas palavras abriram o texto da minha candidatura para estudar por um semestre de economia na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2013.

Fui parar em Santa Maria em decorrência de uma parceria entre a universidade da cidade e a instituição onde estudei, a Universidade de Paderborn. Eu ainda não sabia, mas as minhas expectativas seriam superadas…

Durante meu intercâmbio em Santa Maria, os brasileiros foram muito hospitaleiros. Me senti em casa logo e conheci muitas pessoas amáveis que me ajudaram a conhecer a cultura e comida brasileira. Quando me pediram para escrever esse texto, ofereci fazê-lo em português, e conto com a compreensão do leitor!

Vou me apresentar: meu nome é Imke Hundt, tenho 28 anos e vivo em Braunschweig, nas proximidades de Hannover. Braunschweig, que, segundo aprendi, chama-se Brunsvique em português, fica no centro-norte da Alemanha e é conhecida pela Happy Rizzi Haus, a “casa mais feliz da Alemanha”. Trata-se de um prédio comercial de 5 andares, bem pop art, criado em 2011 pelo artista nova iorquinho James Rizzi e o arquiteto Konrad Kloster, natural de Braunschweig…ou Brunsvisque. 😉

A Rizzi House, no bairro de Magniviertel, em-Braunschweig ©Colourbox

Uma alemã na Vila Olímpica – Profissionalmente, trabalho na área de business controlling, ou seja, sou responsável por diagnosticar problemas e indicar soluções para uso eficiente de recursos na empresa em que trabalho. Um trabalho que me consome muita energia. Mas, hoje, escrevo esse post para compartilhar uma alegria pessoal: serei voluntária nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e atuarei diretamente na Vila Olímpica, no NOC (National Olympic Commitee).

Tentarei escrever com certa frequência aqui no blog do “Alemanha nos Jogos”, para que você, leitor, tenha a chance de acompanhar de perto o trabalho dos voluntários alemães durante o Rio 2016!

Eu gosto muito do Brasil. Viajei muito, estive em muitos lugares lindos e inesquecíveis, como Curitiba, Florianópolis, Blumenau, Porto Alegre, Foz do Iguaçu e Gramado durante a minha estadia. A forte influência alemã no sul do país me impressionou bastante: há muita comida alemã, casas alemãs e até mesmo festas alemãs, como a Oktoberfest. Também conheci São Paulo e passei até um carnaval no Rio de Janeiro! Depois de seis meses em solo brasileiro já estava apaixonada pelo país.

Imke Hundt curtindo o carnaval no Rio ©arquivo pessoal

Pequena incerteza – Foi essa a paixão pelo Brasil e pela hospitalidade do brasileiro que me fez retornar ao Brasil, um ano depois da experiência tão positiva em Santa Maria, para realizar um sonho: trabalhar durante a Copa do Mundo no Brasil. Mais uma vez fui para o sul do Brasil: fui voluntária de mídia em Curitiba.

Que experiência! Trabalhei numa equipe internacional tratando, por exemplo, das conferências de imprensa e da tribuna da mídia. O trabalho me trouxe alegria e foi fácil de aprender, já que não tinha sido a minha primeira vez como voluntária em um grande evento esportivo: eu já tinha feito trabalho semelhante durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino, em 2011, na Alemanha. O período no Brasil como voluntária na Copa, porém, foi uma experiência única e inesquecível.
Agora, em 2016, decidi voltar mais uma vez para esse país que me proporcionou tanta coisa boa. Venho para ser voluntária no Rio 2016 e espero que uma pequena operação no tendão de Aquiles, feita há algumas semanas, não me prive dessa oportunidade!

O Palacete do Parque Lage no Rio de Janeiro ©Colourbox

Sportkanone – Afinal, tenho alguns motivos para querer trabalhar nas Olimpíadas: por um lado, adoro esporte! Sou uma “Sportskanone”, termo em alemão usado para designar quem pratica muito esporte e adora estar em movimento. Por outro lado, gosto muito de trabalhar numa equipe internacional, conhecendo pessoas de outros países e que têm línguas maternas diferentes.
A razão principal, porém, para ser voluntária é que os Jogos Olímpicos são o maior evento esportivo do mundo. Confesso estar também ansiosa para conferir de perto como a atual situação política no Brasil influenciará os Jogos Olímpicos, mas acho que isso seria tema para outro texto…
Obrigada por ter lido até aqui e bis bald!*

*Até breve!